Redespacho de transportadora: como funciona e que erros evitar

redespacho transportadora

Sumário

Você já se viu em uma situação em que precisa enviar uma carga para um destino em que sua transportadora não opera diretamente? Se sim, saiba que é aqui que entra o conceito de redespacho de transportadora. 

Seja você um gerente de logística, operador de transporte ou proprietário de transportadora, entender o redespacho é essencial para otimizar seus processos e evitar erros que possam comprometer as operações.

Imagine o cenário: sua transportadora tem uma rota estabelecida até um certo ponto, mas a entrega final precisa ser feita em uma área onde você não tem alcance efetivo.

Nesse caso, o redespacho surge como uma prática em que sua transportadora contrata outra empresa para completar o trajeto até o destino final da carga.

Para entender melhor sobre o tema, convidamos você a continuar a leitura deste artigo. Vamos explicar o que é e como funciona esse processo e quando emitir o CTe de redespacho.

Você também vai descobrir quais são os 6 maiores erros no redespacho de transportadora e o que fazer para evitá-los.

Aproveite! 

O que é o redespacho?

O redespacho de mercadorias é um procedimento logístico que ocorre quando uma transportadora — denominada transportadora intermediária — contrata outra empresa de transporte — chamada de transportadora subcontratada — para completar parte ou todo o percurso de entrega de uma carga.

Tal procedimento é bastante comum quando a transportadora intermediária não tem alcance ou cobertura direta até o destino final da carga. Isso pode acontecer em decorrência de, por exemplo, limitações geográficas, operacionais ou outras restrições

Portanto, para garantir que as mercadorias cheguem até o destinatário, a transportadora subcontrata outra que consiga atuar na área em que a carga precisa ser entregue.

Como funciona o redespacho de mercadoria?

O processo de redespacho de mercadoria funciona a partir dos seguintes passos:

  • Passo 1: identificação da necessidade de contratar outra transportadora para completar a entrega da carga até o destino final.
  • Passo 2: escolha de uma transportadora subcontratada com base em sua capacidade operacional, área de atuação e outros critérios relevantes.
  • Passo 3: compartilhamento de informações com a transportadora subcontratada sobre a carga, a rota, a documentação necessária e outras instruções importantes.
  • Passo 4: emissão de documentos — como o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe) específico para redespacho de transportadora — para registrar a operação e as responsabilidades das transportadoras envolvidas.
  • Passo 5: monitoramento da carga e coordenação com a transportadora subcontratada para garantir que o processo ocorra de acordo com o previsto.
  • Passo 6: entrega da carga ao destino final, cumprindo as instruções e garantindo a integridade da mercadoria.

Quando emitir CTe de redespacho?

O CTe de redespacho deve ser emitido antes que a operação de transporte de carga se inicie com a transportadora subcontratada. O documento precisa estar disponível para consulta por ambas as partes — e para fins de fiscalização —, desde a saída até a entrega em seu destino final.

O objetivo do CTe é registrar legalmente a operação entre a transportadora intermediária e a subcontratada. Dessa forma, garante-se a rastreabilidade e a conformidade da carga com as normas vigentes.

Veja também:

RNTRC: o que é, quem precisa emitir e como obter esse registro

Os 6 principais erros no redespacho em transportadora

O redespacho de mercadorias é um processo complexo e precisa ocorrer de maneira bem coordenada entre as transportadoras.

Sem perder a questão de vista, elencamos, abaixo, os 6 erros mais comuns no redespacho que você não deve cometer para evitar atrasos, multas e outros problemas operacionais.

1 – Falta de uma efetiva comunicação

A comunicação entre a transportadora intermediária e a subcontratada deve ser clara. Falhas na transmissão de mensagens podem levar a informações incorretas, atrasos e falta de alinhamento.

2 – Documentação incompleta ou incorreta

Erros na emissão de documentos fiscais também são muito comuns. É necessário ficar atento ao preencher as informações corretamente.

Evite emitir documentos no último minuto; prefira fazer isso com antecedência para não haver complicações perante o Fisco.

3 – Responsabilidades não muito definidas

É essencial definir claramente as responsabilidades de cada transportadora envolvida no processo de redespacho. As partes precisam ser transparentes ao estipular, por exemplo, questões como seguro, custos, prazos e condições da carga.

4 – Desconhecimento da legislação vigente

Cada estado brasileiro pode ter normas e procedimentos específicos relacionados ao redespacho de mercadorias. Por isso, é imprescindível estar atento às regras locais de modo a garantir a conformidade legal e evitar penalidades.

5 – Escolha equivocada da transportadora subcontratada

A má seleção da transportadora subcontratada pode colocar em risco toda a sua operação logística. Portanto, escolha empresas de transporte com credibilidade e que sejam verdadeiramente capazes de chegar a destinos que sua transportadora ainda não consegue.

6 – Não planejar o redespacho

A falta de planejamento da operação de redespacho de mercadorias pode causar prejuízos financeiros e à reputação da transportadora.

Sendo assim, planeje bem o tempo estimado de trânsito da mercadoria, considere rotas alternativas, faça o levantamento de possíveis problemas que podem surgir no meio do caminho e defina um plano de ação para contorná-los e evitar atrasos.

CTe de redespacho e outros documentos fiscais é com a Emiteaí!

Então, agora que você já entendeu como funciona o redespacho para transportadora em detalhes, pode tomar decisões mais informadas, economizar tempo, evitar penalidades e aprimorar sua eficiência operacional. 

Para te ajudar a ficar em dia com toda a documentação que envolve o processo — incluindo a emissão do CTe de redespacho —, saiba que você pode contar com a Emiteaí!

Oferecemos soluções especializadas para aprimorar as suas operações logísticas, garantindo:

  • rapidez na liberação das entregas;
  • controle de ocorrências, como custos não planejados na operação;
  • auditoria de fretes;
  • recebimento de todos os documentos emitidos para a sua empresa;
  • emissão de documentos em uma única plataforma, independente do volume da carga;
  • segurança de todos os dados;
  • previsibilidade e organização ao fluxo de caixa;
  • acompanhamento em tempo real das entregas.

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